quarta-feira, maio 30, 2007



"Mi boston" de Zhang Huan, nos 10 anos de photoespanha

terça-feira, maio 22, 2007

AMIGO
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!

"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!


Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca


Até sempre amigo de muitas lutas

quinta-feira, maio 17, 2007

Um mundo de trevas...

segunda-feira, maio 14, 2007



Foi linda a festa!!!


O tempo...

quinta-feira, maio 10, 2007



Albert é um sofredor... sofre de ausência de amor. Há mais de 40 anos que procura a sua parceira, que deve viver a milhares de quilómetros de distância. O albatroz é monogâmos, e nunca troca de parceiras. O Albert vive na Escócia, tem 47 anos e esta espécie tem uma esperança de vida de 70 anos

A vida é curiosa, as pessoas são estranhas... Somos capazes de nos agarrar a farrapos de felicidade com medo de não ter direito a sermos felizes

quarta-feira, maio 09, 2007

Nova gafe de Bush


Na recente deslocação da rainha de Inglaterra aos Estados Unidos, o presidente Bush lembrou "a visita de Elizabeth II aos Estados Unidos (...) em 1776", tendo sido corrigido por um olhar fulminante da Rainha.

terça-feira, maio 08, 2007



SUPERNOVA
O poder das palavras

Falar, sussurrar, murmurar, gritar, berrar... e depois, ouvir, escutar, atentar. E quem sabe, guardar na memória tanto do que foi dito e ouvido

domingo, maio 06, 2007

Menino d'Oiro


O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso
Que é pequenino
Não façam caso
Que é pequenino

O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros
Do meu menino
Do meu menino
Do meu menino

Venham comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino
No meu ternó
Levo o menino
No meu ternó


Zeca Afonso

(Só assim dormias...)

sábado, maio 05, 2007

Auto-retrato


Espáduas brancas palpitantes:
asas no exilio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.


Natália Correia

quarta-feira, maio 02, 2007


"Vida dos moradores da rua Wenmiao"